Especial Audrey Hepburn

Se não fosse o google eu não teria lembrado que hoje (aliás, ontem: era “hoje” quando comecei a escrever) Audrey Hepburn completaria 85 anos se estivesse viva. Eu sei, é vergonhoso. Mas ando tão atarefada ultimamente que dá nisso: acabo esquecendo de coisas importantes. Enfim, chega de lamentações e vamos ao que interessa: o especial sobre Audrey Hepburn.

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Audrey Kathleen Hepburn-Ruston nasceu em Bruxelas, na Bélgica, no dia 04 de maio de 1929 e morreu em 20 de janeiro de 1993, de câncer do apêndice, na Suíça, onde está enterrada.

Fotos de Audrey com a mãe:

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Sua mãe era a baronesa holandesa Ella Van Heemstra e o pai, o bancário inglês Joseph Victor Anthony Ruston. Este, ao pesquisar sobre as origens da família, achou que era descendente de James Hepburn, marido da Rainha Mary Stuart da Escócia, e incorporou o nome ao seu e, consequentemente, ao da filha.

Audrey e o pai

Audrey e o pai

Um dia, a mãe pegou o pai (que era simpatizante do nazismo) na cama com a babá e se divorciou dele. Após o divórcio, Audrey foi para Londres com a mãe, onde estudava em um colégio particular só para meninas. Depois, mudou-se para Arnhem, na Holanda, onde também estudava em colégio particular. Enquanto estava lá, o exército de Hitler invadiu a cidade e ela e sua mãe se viram na miséria. Audrey passou a sofrer de depressão, anemia, edema  e desnutrição. Teve que comer bulbos de tulipa e pão com grama, além de ver, constantemente, judeus serem executados no meio da rua e outros tantos sendo levados para campos de concentração. Além disso tudo, seu tio foi executado, seu meio-irmão deportado para trabalhar num campo de concentração e o outro meio-irmão fugiu para evitar também ser preso. Para se “distrair”, desenhava histórias, prática que cultivou ao longo da vida, principalmente durante o período em que estava grávida do primeiro filho, Sean Ferrer.

Audrey como bailarina

Como bailarina

Nesse tempo, fazia aulas de balé e costumava dançar para coletar doações para um fundo anti-nazista. Também era mensageira dos soldados aliados (contra o nazismo), levando recados nas sapatilhas. Como se tudo isso já não fosse suficiente, ainda trabalhou como enfermeira voluntária, aos 16 anos, em um hospital holandês. Um dos soldados que ajudou a curar chamava-se Terence Young, que mais tarde virou diretor e a dirigiu no filme Um Clarão nas Trevas (Wait Until Dark, 1967).

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Como modelo

Quando a Segunda Guerra Mundial acabou, voltou para Londres, onde tinha conseguido uma bolsa para estudar balé. Pouco tempo depois virou modelo e, em seguida, foi descoberta por um produtor que a chamou para fazer filmes. O primeiro foi: Nederlands in 7 lessen (1948). Desse filme para a fama foi um pulo, quase que literalmente. Após estrelar Gigi, em 1951, uma peça da Broadway, foi convidada a estrelar o filme A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, 1953), que não só foi um sucesso estrondoso como também a transformou em estrela e lhe deu seu primeiro e único Oscar, como melhor atriz, aos 25 anos.

Emocionada por ter ganho o Oscar

Emocionada por ter ganho o Oscar. Ela tinha acabado de voltar de uma apresentação da peça “Ondine” e foi para a cerimônia com a maquiagem da personagem.

Em 1954, Audrey também estava atuando em outra peça na Broadway, Ondine, na qual conheceu seu futuro primeiro marido, Mel Ferrer. Os dois permaneceram casados até 1968 e tiveram um filho, Sean H. Ferrer.

O casamento com Mel Ferrer

O casamento com Mel Ferrer

Audrey, o marido Mel e o filho Sean.

Audrey, o marido Mel e o filho Sean.

Sua carreira daí em diante foi um sucesso atrás do outro. Mas, mesmo assim, aposentou-se em 1967, antes mesmo de completar 40 anos, enquanto ainda estava no topo, para cuidar dos filhos. Casou-se novamente, com Andrea Dotti, com quem teve mais um filho, Luca Dotti, e foi viver na Itália.

Com o segundo marido, Andrea Dotti

Com o segundo marido, Andrea Dotti. O casamento acabou depois que ele a trocou por mulheres mais novas.

Audrey e os filhos: Sean e Luca Dotti (na segunda foto, de cima para baixo).

Audrey e os filhos: Sean (primeira foto de cima e à direita) e Luca Dotti (na segunda foto, de cima para baixo).

Audrey até fez um filme ou outro nesse meio período mas, no final dos anos 1980, depois de ter se separado de Dotti e manter um relacionamento estável com Robert Walders, além de já ter criado os filhos, resolveu cuidar de crianças carentes ao redor do mundo. Tornou-se embaixadora da UNICEF em 1988 (apesar de contribuir com a organização desde 1954), viajando para países pobres/miseráveis da América Latina, África e Ásia. Em 1992, passou a sentir dores no estômago após uma viagem à Somália que descobriu ser câncer. Morreu um ano depois.

Audrey e o companheiro Robert Walders conversam com o presidente Ronald Reagan

Audrey e o companheiro Robert Walders conversam com o presidente Ronald Reagan

Algumas fotos de seu trabalho como embaixadora:

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Audrey Hepburn tinha uma certa baixa auto-estima: não se considerava bonita o suficiente para ser estrela de cinema, menos ainda quando comparada às voluptuosas atrizes dos anos 1950 – certa vez até listou todos os seus “defeitos” -, não se considerava boa atriz, achava que não sabia cantar nem dançar. Mesmo assim tornou-se não só uma das maiores e melhores atrizes do mundo mas também uma das pessoas mais belas, seja pela aparência física seja pela elegância, simplicidade e bondade (é clichê dizer isso mas é isso aí).

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Marcas registradas:

  • Olhos amendoados;
  • A magreza e o porte;
  • Sotaque único, mistura de britânico com holandês;
  • Costumava interpretar mulheres da alta sociedade.

Curiosidades:

  • Um tipo de tulipa foi nomeado com seu nome, provavelmente pelo fato dela comer tulipas durante a Segunda Guerra;
Tulipas Audrey

Tulipas Audrey

  • Ia ser assistente de dentista mas virou modelo e sua vida seguiu outro rumo;
  • Era fluente em inglês, holandês, espanhol, francês, italiano e alemão;
  • Sofreu 4 abortos espontâneos;
  • Ganhou a Medalha Presidencial da Liberdade em 1992, de George Bush;
  • Todos os salários que recebeu por seus últimos trabalhos ela doou para a UNICEF;
  • Foi considerada para o papel de Cleopatra (1963), papel esse que foi para Elizabeth Taylor;
  • Achava que não era a escolha certa para o papel de Holly Golightly, em Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s, 1961). Truman Capote, o autor do conto que inspirou o filme, concordava com ela e achava que Marilyn Monroe ficaria bem melhor. Claro que o filme foi totalmente modificado em relação ao conto para se adaptar ao estilo de Audrey. Se tivesse ficado à história original, Monroe seria a escolha ideal mesmo, mas aí não teríamos um clássico;

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  • Moon River, a canção-tema de Bonequinha de Luxo, foi composta por Henry Mancini especialmente para Audrey, levando em consideração seu tom de voz e as notas que podia alcançar;
  • Voltou a filmar 9 meses após ter o filho Sean. O filme que gravou logo em seguida foi Bonequinha de Luxo;
  • Recusou o papel de Anne Frank no filme O Diário de Anne Frank (The Diary of Anne Frank, 1959), por não querer reavivar as dolorosas memórias da época da Guerra;
  • Era musa de Givenchy, estilista que desenhou os figurinos usados por ela nos seguintes filmes: Sabrina (1954), Cinderela em Paris (Funny Face, 1957), Amor na Tarde (Love in the Afternoon, 1957), Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s, 1961), Charada (Charade, 1963), Quando Paris Alucina (Paris – When It Sizzles, 1964), Como Roubar Um Milhão de Dólares (How to Steal a Million, 1966) e Amor Entre Ladrões (Love Among Thieves, 1987);
Audrey e Givenchy

Audrey e Givenchy

  • O vestidinho preto que usou em Bonequinha de Luxo foi vendido por cerca de $ 1.120.000,00;

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  • Ia fazer o papel principal de O Exorcista (The Exorcist, 1973), mas só se o filme fosse gravado na Itália, para poder ficar perto dos filhos. Como o diretor e a produção recusaram, o papel foi para Ellen Burstyn;
  • Quando ganhou o Oscar de melhor atriz em 1954, por A Princesa e o Plebeu, recebeu o prêmio das mãos de Jean Hersholt. Em 1993, ganhou o Oscar Humanitário Jean Hersholt, recebido postumamente por seu filho, Sean H. Ferrer;
  • Ganhou um Oscar (cinema), um Tony (teatro), um Emmy (televisão) e um Grammy (música);
  • Tinha um Yorkshire Terrier chamado Mr. Famous. É o cachorrinho que aparece com ela na cena em que ela está na porta do trem em Cinderela em Paris;
Audrey e Mr. Famous

Audrey e Mr. Famous

  • Arrependeu-se de não ter feito o papel de Anne Bancroft em Momento de Decisão (The Turning Point, 1977);
  • Disse que jamais teria aceito o papel de Eliza Doolittle em My Fair Lady (1964) se soubesse que seria dublada nas canções. A atriz que fez o papel na Broadway, Julie Andrews, cantora profissional, foi preterida na adaptação cinematográfica por não ser famosa o suficiente. No Oscar de 1965, Audrey nem sequer foi indicada ao prêmio, apesar de merecer, e Julie Andrews acabou sendo a vencedora de melhor atriz por Mary Poppins (1964);

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  • Para consolá-la por nem ter sido indicada ao Oscar por My Fair Lady, Katharine Hepburn lhe enviou uma carta dizendo para não se preocupar que ela seria indicada por um papel que nem valeria muito a pena. Três anos depois, Audrey foi indicada por Um Clarão nas Trevas (Wait Until Dark, 1967) e concorreu com Katharine, que ganhou por Adivinhe Quem Vem para Jantar? (Guess Who’s Coming to Dinner?, 1967), num papel que nem era para tanto;
  • Quebrou as costas ao cair do cavalo gravando O Passado Não Perdoa (The Unforgiven, 1960);
  • Não tinha um filme favorito mas gostava de A Princesa e o Plebeu (1953), Cinderela em Paris (1957), Uma Cruz à Beira do Abismo (1959) e Charada (1963). Não gostava de O Passado Não Perdoa (1960), devido às costas quebradas, e nem de Um Clarão nas Trevas (Wait Until Dark, 1967), por ter sido gravado quando ela estava em processo de divórcio;
  • Fumava 3 maços de cigarro por dia;

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  • Apareceu num selo comemorativo de 37 centavos em 2003, dez anos de sua morte;

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  • Fez um voto de nunca pesar mais que 46 kg. Exceto pelo período em que esteve grávida dos dois filhos, ela cumpriu com o prometido. Detalhe: Audrey tinha 1.70m;
  • Sofria de hidrofobia (medo mórbido de água);
  • Calçava 41.

Filmes:

A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, 1953)

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Uma princesa entediada foge de suas obrigações reais para passear por Roma, onde conhece um jornalista, que não sabe se aproveita o furo jornalístico ou se vai se divertir com ela, já que ambos se apaixonam. Direção: William Wyler. Elenco: Audrey Hepburn, Gregory Peck, Eddie Albert. Vencedor de 3 Oscars, incluindo melhor atriz para Audrey.

*Curiosidade: Audrey ganhou o papel após um teste no qual o cameraman continuou rodando mesmo após o diretor ter dito “Corta”. Este ficou impressionado com a espontaneidade da atriz e lhe deu o papel.

*Outra curiosidade: a Paramount Pictures, produtora do filme, doou todo o figurino usado por Audrey no filme para ela, como presente de casamento mas, logo depois, ela cancelou o noivado com Lorde James Hanson.

Sabrina (1954)

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Um playboy fica interessado pela filha do chofer mas é seu irmão mais velho, e mais sério, quem acaba conquistando-a. Direção: Billy Wilder. Elenco: Humphrey Bogart, Audrey Hepburn, William Holden.

*Curiosidade: Humphrey Bogart não se deu nem um pouco bem com Audrey Hepburn e dizia que ela não sabia atuar. Esta, por sua vez, começou um romance com William Holden, mas terminou quando descobriu que ele havia feito uma vasectomia.

Guerra e Paz (War and Peace, 1956)

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Baseado no livro de Leon Tolstói. Conta a história de duas famílias aristocráticas tendo, como pano de fundo, a invasão de Napoleão à Rússia. Direção: King Vidor. Elenco: Henry Fonda, Audrey Hepburn, Mel Ferrer.

*Curiosidade: O salário de Audrey – $350.000 – foi o mais alto pago a uma atriz na época. Ao saber disso, ela falou: “Eu não valho tudo isso. É impossível. Por favor, não conte a ninguém.”

Cinderela em Paris (Funny Face, 1957)

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Baseado na vida de Suzy Parker. Uma vendedora de livros é descoberta por um fotógrafo e se torna modelo. Direção: Stanley Donen. Elenco: Fred Astaire, Audrey Hepburn e Kay Thompson.

*Curiosidade: o filme foi gravado em Paris porque Audrey não queria ficar separada do marido, Mel Ferrer, que estava gravando na cidade. Todo o roteiro foi adaptado para acomodar o cenário.

Amor na Tarde (Love in the Afternoon, 1957)

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Gary Cooper e Audrey Hepburn

Um playboy de meia-idade se apaixona pela filha do detetive particular que foi contratado para pegá-lo com outra. Direção: Billy Wilder. Elenco: Gary Cooper, Audrey Hepburn e Maurice Chevalier.

*Curiosidade: O filme foi um fracasso devido ao fato de o público não ter aceitado a enorme diferença de idade entre Gary Cooper (56 anos) e Audrey Hepburn (28 anos).

Uma Cruz à Beira do Abismo (The Nun’s Story, 1959)

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Em 1930, na Bélgica, uma moça de família rica abandona tudo para virar freira e ir trabalhar como missionária no Congo, ajudando principalmente crianças doentes. Mas até lá, ela terá que passar por muitas dificuldades e humilhações, tanto por parte da rigidez do convento quanto por parte do médico de quem se torna assistente. Direção: Fred Zinnemann. Elenco: Audrey Hepburn, Peter Finch e Edith Evans. Vencedor do BAFTA de melhor atriz britânica (Audrey).

*Curiosidade: nas cenas em que aparece como freira, Audrey não usou maquiagem nenhuma.

O Passado Não Perdoa (The Unforgiven, 1960)

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No velho oeste, uma família passa a sofrer racismo quando a filha mais nova (Audrey Hepburn) é suspeita de ser, na verdade, uma índia. Direção: John Huston. Elenco: Burt Lancaster, Audrey Hepburn e Lillian Gish.

*Curiosidade: como dito anteriormente, Audrey caiu do cavalo numa das cenas e quebrou as costas. Ela voltou às gravações alguns meses depois, usando uma cinta. Porém, devido à queda, perdeu o bebê que estava esperando. O diretor se culpou pelo resto da vida pelo acidente, apesar de Audrey nunca ter culpado-o.

Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s, 1961)

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Uma “socialite” que vive com um gato sem nome em Nova York apaixona-se por seu vizinho, um aspirante a escritor sustentado pela amante. Direção: Blake Edwards. Elenco: Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal. Vencedor de 2 Oscars, incluindo melhor canção para “Moon River” (que quase foi cortada do filme, o que só não aconteceu porque Audrey armou um chilique).

*Curiosidade: Audrey disse que a cena em que ela arremessa o gato foi a coisa mais horrível que fez na vida, num filme.

*Outra curiosidade: a famosa cena de abertura, na qual ela aparece comendo rosquinha e tomando café enquanto observa as joias da Tiffany’s, teve que ser gravada várias vezes porque milhares de pessoas  estavam olhando, deixando Audrey nervosa.

Infâmia (The Children’s Hour, 1961)

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Audrey, James Garner e Shirley MacLaine

Uma estudante problemática acusa duas professoras de serem lésbicas só para causar. O que ela não sabe é que pode realmente ser verdade. Direção: William Wyler. Elenco: Audrey Hepburn, Shirley MacLaine e James Garner.

Charada (Charade, 1963)

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Uma mulher tem seu marido assassinado e vários homens passam a persegui-la acreditando que ela sabe onde ele escondeu uma fortuna. Direção: Stanley Donen. Elenco: Cary Grant, Audrey Hepburn, Walther Matthau, George Kennedy e James Coburn.

*Curiosidade: o filme foi um sucesso mas muitas críticas focaram na diferença de idade entre Audrey (33 anos) e Grant (59).

Quando Paris Alucina (Paris – When It Sizzles, 1964)

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William Holden e Audrey

Um roteirista bêbado tem apenas dois dias para escrever um roteiro e contrata uma secretária para ajudá-lo, encenando as cenas que ele escreve. Direção: Richard Quine. Elenco: Audrey Hepburn, William Holden e Grégoire Aslan.

My Fair Lady (1964)

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Baseado na peça de George Bernard Shaw. Um esnobe professor aposta com um amigo que pode transformar uma florista mal-educada em um dama da alta sociedade. Direção: George Cukor. Elenco: Audrey Hepburn, Rex Harrison e Stanley Holloway. Vencedor de 8 Oscars, incluindo melhor filme.

*Curiosidade: o famoso filme em que Audrey foi impedida de cantar. Ao saber do fato, ela abandonou o set de filmagens furiosa mas voltou no dia seguinte, pedindo desculpas pelo seu comportamento.

Como Roubar Um Milão de Dólares (How to Steal a Million, 1966)

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Peter O’Toole e Audrey

Uma mulher precisa roubar uma estátua de um museu em Paris para esconder as falsificações do pai e, para isso, conta com a ajuda de um suposto ladrão. Direção: William Wyler. Elenco: Audrey Hepburn, Peter O’Toole e Eli Wallach.

Um Caminho para Dois (Two for the Road, 1967)

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No sul da França, um casal tenta lidar com as infidelidades de ambos os lados durante um casamento de 10 anos. Direção: Stanley Donen. Elenco: Audrey Hepburn, Albert Finney, Eleanor Bron.

*Curiosidade: primeira vez que Audrey foi xingada num filme.

Um Clarão nas Trevas (Wait Until Dark, 1967)

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Uma mulher cega é aterrorizada por bandidos que procuram heroína escondida numa boneca, que acreditam estar com ela. Direção: Terence Young. Elenco: Audrey Hepburn, Alan Arkin, Richard Crenna.

*Curiosidade: nenhum ator quis o papel do bandido para não ser visto como o homem que aterrorizou/maltratou Audrey Hepburn. Até que Alan Arkin aceitou.

Robin e Marian (Robin and Marian, 1976)

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Sean Connery e Audrey

Robin Hood retorna das Cruzadas para conquistar Marian mais uma vez. Direção: Richard Lester. Elenco: Sean Connery, Audrey Hepburn, Robert Shaw.

*Curiosidade: Audrey Hepburn aceitou fazer este filme por insistência dos filhos que não só gostavam da história de Robin Hood mas também queriam ver a mãe atuando com Sean ‘James Bond’ Connery.

A Herdeira (Bloodline, 1979)

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Baseado no livro de Sidney Sheldon. Após o pai ser assassinado, uma herdeira de uma rede de cosméticos torna-se o próximo alvo. Direção: Terence Young. Elenco: Ben Gazarra, Audrey Hepburn, James Mason.

*Curiosidade: único filme de Audrey Hepburn a ser censurado para menores de 16 anos.

Muito Riso e Muita Alegria (They All Laughed, 1981)

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Um grupo de detetives segue, e é seguido por, belas mulheres. Direção: Peter Bogdanovich. Elenco: Audrey Hepburn, Ben Gazarra, Patti Hansen.

*Curiosidade: último filme estrelado por Audrey.

Além da Eternidade (Always, 1989)

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História de um piloto que tem paixão por combate a incêndios e sua namorada. Direção: Steven Spielberg. Elenco: Richard Dreyfuss, Holly Hunter, John Goodman.

*Curiosidade: último filme de Audrey, no qual ela faz uma ponta.

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Fontes: imdb, wikipedia

Trailer de “Get on Up” (2014), cinebiografia de James Brown

Levando em consideração que James Brown morreu em 2006, estava demorando para fazerem um filme sobre a vida dele, mas a espera valeu a pena. Pelo menos, pelo trailer, o filme tem tudo para ser excelente.

Get on Up (2014) contará a história de James Brown de sua infância pobre no sul dos EUA até se tornar eternamente conhecido como o “padrinho do soul” ou o “padrinho do funk”. E a relação conturbada com a mãe.

O filme é dirigido por Tate Taylor, o mesmo diretor de Histórias Cruzadas (The Help, 2011), produzido por Mick Jagger, estrelado por Chadwick Boseman (que ficou idêntico ao James Brown, até a voz é a mesma. Impressionante…), além de contar com Viola Davis como a mãe (agora ela leva um Oscar) e Octavia Spencer como a tia. Com elenco, produção e direção dessas já tô contando os dias para assistir.

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Get on Up tem previsão de estreia nos EUA para o dia 1º de agosto e ainda não tem data marcada para estrear aqui, no Brasil.

Link para a notícia: http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-105783/

“7 Caixas” (2012) e a ascensão do cinema paraguaio

Quando se fala em Paraguai, lembra-se do quê? Muamba, principalmente, Guerra do Paraguai e, no máximo, usina de Itaipu. Mas a julgar pelo filme 7 Caixas (7 Cajas, 2012), o Paraguai está prestes a se tornar conhecido também pelo cinema.

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O filme em questão foi o maior sucesso da história do Paraguai, ganhado o prêmio “Films in Progress” no Festival Internacional de San Sebastian e chegando a ser indicado ao Goya, o Oscar espanhol. Agora vem a pergunta: é para tanto assim? 7 Caixas, se comparado com outros filmes do cinema mundial não, não chega a tanto, mas se levarmos em consideração que se trata de um filme do Paraguai, onde os recursos são poucos, aí é sensacional.

O que tem de tão bom no filme?

A história por si só é daquelas que prendem a atenção do público, uma mistura de suspense, ação e comédia, como só os americanos sabem fazer. Ou melhor, como só eles sabiam.

 

Em 2005, um adolescente chamado Victor (Celso Franco) trabalha como carregador de compras no Mercado 4 (algo como o Mercado Municipal, 25 de Março e afins), em Assunção, e sonha em aparecer na televisão e ficar famoso. Passa tanto tempo olhando os comerciais nas televisões da feira, que até esquece do seu trabalho. Sua irmã tenta lhe vender um celular de última geração, que tem até câmera, mas ele, é claro, não tem dinheiro.

Victor recebe metade dos 100 dólares: após entregar as caixas, receberá a outra metade.

Victor recebe metade dos 100 dólares: após entregar as caixas, receberá a outra metade.

De repente, surge-lhe, por acaso, uma proposta de trabalho de um açougueiro: esconder temporariamente 7 caixas, cujo conteúdo ele desconhece e, em troca, ganhar 100 dólares, que seria o equivalente a 700 mil guarani. Como o celular custa 600 mil, ele aceita o trabalho na hora, sonhando com os vídeos que poderá gravar.

Victor e sua amiga fugindo dos carregadores rivais

Victor e sua amiga fugindo dos carregadores rivais

A confusão começa quando um carregador rival, que deveria ser o responsável por transportar a carga mas não apareceu no horário combinado por estar procurando remédio para o filho pequeno, faz de tudo para conseguir as 7 caixas, tudo mesmo, até matar. As coisas pioram quando o açougueiro descobre ter mandado esconder o conteúdo errado, numa conversa hilária sobre “tomate” e “alface”.  E pioram ainda mais quando Victor não resiste e resolve ver o conteúdo das caixas.

Pontos positivos

O filme é um pouco confuso: são várias histórias paralelas que vão se cruzando até chegar ao clímax final – o final, aliás, é a melhor parte – o que faz com que 7 Caixas deva ser visto duas vezes para compreender tudo. Isso pode incomodar alguns expectadores mas, na verdade, é o que fez do filme um sucesso tão grande. Pode-se perceber a influência de Tarantino na narrativa fragmentada e na violência (o exemplo mais próximo é Pulp Fiction), a de Hitchcock ao deixar o expectador o tempo todo no suspense (nós somos a câmera e esta seria uma espécie de narrador-personagem-observador) e até mesmo a do seriado Chaves, na amizade de Victor e Liz (Lali Gonzalez), que lembra muito a de Chaves e Chiquinha, e nas situações absurdas. E, claro, o filme não poderia deixar de mostrar a cultura paraguaia, principalmente na música: a trilha sonora é um dos pontos altos do filme. Mas há também a pobreza extrema, a sujeira que lembram bastante as periferias/favelas brasileiras.

O Mercado 4

O Mercado 4

Juntar tudo isso e fazer um filme original não é tarefa fácil mas os diretores Juan Carlos Maneglia e Tana Schembóri conseguiram muito bem. Bom dizer que o filme custou $ 650 mil e rendeu $ 1 milhão. Até o momento.

Pontos negativos

A narrativa é tão fragmentada que parece que até o roteirista e diretorm Juan Carlos Maneglia, se perdeu: há alguns buracos na história, algumas coisas que ficam sem explicação, mas não é nada que prejudique o filme como um todo.

Outros pontos negativos são em relação à distribuição:  7 Caixas só está passando no Espaço Itaú de Cinema do Shopping Frei Caneca aqui, em São Paulo, e no Espaço Itaú de Cinema do Shopping Botafogo, no Rio de Janeiro. SÓ. E em circuito limitado. O que é realmente uma pena pois esse filme merecia estar passando em muito mais cinemas. A desculpa provavelmente é a de que o público não vai se interessar em ver um filme paraguaio, mas não há nada que uma boa divulgação não resolva.

O último problema é em relação às legendas: o filme é falado, na maior parte, em guarani. A língua é tão diferente do espanhol que há legendas em espanhol e as legendas em português aparecem sobrepostas às em espanhol. Nem precisa dizer que isso dificulta a leitura e atrapalha um pouco a atenção ao filme.

Enfim, vale a pena ver o filme?

Sem dúvida. Quem gosta de ação, suspense e comédia, tudo num filme só, vai adorar. E de quebra, ainda passa a conhecer o cinema paraguaio.

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Trailer legendado:

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-218194/trailer-19537214/

Fontes: adorocinema, wikipedia.

“Hoje eu quero voltar sozinho” (2013)

Quando escrevi sobre o filme Ela (Her, 2013), falei que filmes românticos geralmente seguem a seguinte regra:

pessoas se conhecem → enfrentam problemas → tudo é resolvido

Por isso, filmes do gênero costumam ser repetitivos e, consequentemente, chatos. Assim, a originalidade se dá ou pela maneira que a história é contada ou pela não convencionalidade dos personagens. É o caso de Ela, no qual o personagem principal se apaixona por um software; é o caso de Amor (Amour, 2012), o qual mostra o relacionamento de um casal de idosos e como o marido faz de tudo para cuidar da esposa que sofreu um derrame; e é o caso do brasileiro Hoje eu quero voltar sozinho (2013), sobre um adolescente cego que se apaixona por outro rapaz.

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Não é fácil lidar com temas como o primeiro amor, a descoberta da sexualidade – e da homossexualidade – e a passagem da adolescência para a vida adulta sem cair no senso-comum ou no ridículo mesmo. E é ainda mais difícil mostrar tais temas no cinema brasileiro, já que a nossa especialidade é a crítica social. Porém, ser difícil não significa ser impossível e o diretor e roteirista estreante Daniel Ribeiro conseguiu a façanha de tratar desses temas com tamanha naturalidade e delicadeza que a gente até sai do cinema com a certeza de que a vida é bela.

Para criar essa atmosfera, Ribeiro escolheu mostrar essa história de amor numa atmosfera de sonho: o bairro em que os personagens moram é calmo, arborizado e ensolarado, simplesmente perfeito. Não há nem sequer referências à violência que assola essa cidade caótica chamada São Paulo. Pois é, eu custei a acreditar mas o filme se passa – e foi gravado –  na cidade de São Paulo. Referências ao preconceito que os personagens poderiam sofrer por se assumirem homossexuais também são praticamente inexistentes. O filme não mostra como as coisas são mas sim, como elas deveriam ser.

Leonardo (Guilherme Lobo)

Leonardo (Guilherme Lobo)

Leonardo (Guilherme Lobo) é um garoto cego e introvertido, super protegido pelos pais, principalmente pela mãe, que acha que ele não pode fazer quase nada sozinho. Sua melhor e única amiga é Giovana (Tess Amorim), que o ajuda em tudo, inclusive levando-o para casa todos os dias após a escola. Porém, após anos tendo que depender dos outros e, muitas vezes, sendo impedido de fazer o que gostaria, Leonardo começa a dar sinais de sufocamento e a querer mudar completamente de vida, pensando em fazer intercâmbio, não só para se livrar do ambiente extremamente protetor (e opressor) que tem em casa mas também para mostrar que pode se virar sozinho.

O trio: Gabriel (Fabio Audi), Giovana (Tess Amorim) e Leonardo (Guilherme Lobo)

O trio: Gabriel (Fabio Audi), Giovana (Tess Amorim) e Leonardo (Guilherme Lobo)

 

Essa vontade de independência e de descobrir coisas novas surge ao mesmo tempo em que Gabriel (Fabio Audi) aparece. Ele é o novo aluno da escola e não demora muito para ambos ficarem amigos. Pouco tempo depois, Gabriel se torna o responsável por mostrar um mundo novo a Leonardo, por meio de coisas simples – e isso é o mais legal do filme (aliás, o título original era Todas as coisas mais simples) – como andar de bicicleta, ir ao cinema, ouvir rock (Leonardo só ouvia música clássica), dançar e até mesmo ver um eclipse. Sobre ir ao cinema, uma pequena informação: o CineSesc, no centro de São Paulo, onde o filme teve sua primeira pré-estreia, é adaptado para pessoas cegas (fones de ouvido com audiodescrição) e surdas (legendas descritivas). Tudo bem que é o único cinema por aqui que possibilita isso, mas existe. Voltando: Gabriel mostra a Leonardo que ser cego não é impedimento para ver – ou sentir – as coisas. É então que Leonardo se descobre apaixonado por Gabriel. A partir daí, só falta descobrir se o sentimento é mútuo.

Passeando de bicicleta pelo bairro

Passeando de bicicleta pelo bairro

Ensinado a dançar

Ensinado a dançar

O fato de Gabriel ser reservado em relação aos seus sentimentos e simpático com todo mundo faz com que Leonardo fique o tempo na dúvida. Nós, o público, também ficamos na dúvida pois ele não dá quase nenhum sinal. E Giovana? Ela é os olhos de Leonardo e, para tanto, está sempre de olho no que ele está fazendo para contar a ele. Mas como ela gosta de Leonardo e se sente atraída por Gabriel, tudo o que diz é distorcido. E ela nem sabe dos sentimentos de um pelo outro. A princípio.

Refletindo na piscina

Refletindo na piscina

Um pouco mais para cima, disse que o filme mostra não como as coisas são mas como deveriam ser. Isso significa que o final é feliz. E lindo também. Se um dia fizer uma lista com as melhores cenas finais do cinema, a desse filme vai aparecer no topo, com certeza. Não vou revelar o que acontece exatamente no final, mas ele não é o mais importante do filme: o caminho percorrido por Leonardo o é.

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Pontos positivos

Praticamente tudo. Num período em que o cinema nacional está se destacando pela comédia, além dos já citados filmes de crítica social, Hoje eu quero voltar sozinho se destaca por ser diferente de tudo o que estamos acostumados a ver no Brasil. Os atores são iniciantes e estão todos muito bem. Guilherme Lobo chega a nos deixar na dúvida se ele é realmente cego ou não (não é), Tess Amorim está ótima como a garota apaixonada pelo melhor amigo que não sabe bem como reagir ao descobrir que esse amigo é gay, mas que acaba aceitando e apoiando, e Fabio Audi, na minha opinião, é o melhor dos três. Os sentimentos de Gabriel por Leonardo nunca ficam claros, até quase o final, o que dá o “suspense”, a agonia e, claro, a vontade de ver até o fim para saber no que vai dar, apesar de já estar meio que claro, no decorrer da história, como vai terminar.

Não se pode deixar de falar, mais uma vez, de Daniel Ribeiro, o diretor e roteirista. Se o filme é tão bom é graças, principalmente, a ele. Sem seu roteiro e sem sua direção, nem filme existiria. A trilha sonora, uma mistura de música clássica e rock, principalmente Belle & Sebastian (a música There’s Too Much Love – “Há muito amor” – é quase uma personagem do filme), a fotografia, que conseguiu a façanha de mostrar uma São Paulo ensolarada e com céu azul são também impecáveis.

Leonardo e sua máquina de escrever

Leonardo e sua máquina de escrever

Outra coisa muito boa é mostrar com detalhes como vive um adolescente cego. Questões que a maioria das pessoas provavelmente nunca se preocupou em perguntar são mostradas no filme, como a presença de uma máquina de escrever em braile na sala de aula e a existência de famílias estrangeiras preparadas para receber um intercambista cego.

O mais impressionante é saber que quase todos, tanto do elenco quanto dos bastidores, estão na luta (porque fazer cinema no Brasil é para poucos) há pouco tempo e já fizeram um filme premiado. Pois é, quando estreou aqui, dia 10 de abril, Hoje eu quero voltar sozinho já tinha sido visto em pré-estreias e, também, no Festival de Berlim, onde ganhou dois prêmios: o Teddy, de melhor filme com temática LGBT, e o melhor da mostra Panorama. E mesmo assim, ele está passando em circuito limitado nos cinemas daqui de São Paulo.

Pontos negativos

Nenhum. Juro, não consegui achar nenhum ponto negativo nesse filme.

Vale a pena assistir?

Depois de tudo o que disse, não preciso nem responder. Só vou dar um aviso, que nada mais é do que a repetição do que já disse: não esqueçam que o filme é a representação de um sonho, no sentido de que todas as coisas funcionam perfeitamente, talvez a representação de uma realidade futura, mas não a da realidade atual. Por uma hora e meia a gente até esquece que o preconceito existe.

Curiosidades:

  • O filme foi desenvolvido a partir do curta-metragem Eu não quero voltar sozinho (2010), dirigido por Daniel Ribeiro e estrelado pelos atores;
  • Em inglês o filme se chama The Way He Looks (algo como “o jeito dele de ser”), um título bem significativo já que Leonardo é cego e seu julgamento sobre Gabriel é baseado puramente no caráter dele e não na aparência.
Cartaz americano

Cartaz americano

Trailer: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-224664/trailer-19537372/

Fontes: wikipedia, adorocinema.

“Tudo por Justiça” (2013)

Enquanto o cinema brasileiro tem por excelência mostrar a realidade das favelas/periferias, especialidade adquirida a partir dos anos 1950, com o Cinema Novo, o norte-americano é mestre na fantasia: quanto mais longe da realidade, melhor. Assim, quando ambos resolvem trocar os papeis o resultado, muitas vezes, deixa a desejar.

 

A periferia dos EUA

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Tudo por Justiça (Out of the Furnace, 2013) é um daqueles filmes que mostram um lado dos EUA que muitos acreditam não existir: o lado pobre e periférico, onde as pessoas são conservadoras, não há muita perspectiva de vida, a violência é frequente e a justiça só existe se feita com as próprias mãos.

Russell (Christian Bale) tentando aconselhar o irmão, Rodney (Casey Affleck)

Russell (Christian Bale) tentando aconselhar o irmão, Rodney (Casey Affleck)

Nesse contexto, vive Russell Baze (Christian Bale), soldador em uma usina na cidade de North Braddock, na Pensilvânia. Ele tem um irmão mais novo, Rodney Baze Jr. (Casey Affleck, irmão mais novo de Ben Affleck), que vive se metendo em problemas. Poderia se dizer que ele é rebelde ou problemático ou “a ovelha negra da família” mas, na verdade, ele só quer encontrar uma forma de sair daquele mundo deprimente. Há uma cena na qual ele e o irmão discutem quando este descobre que aquele andou participando de brigas para ganhar dinheiro. Russell tenta convencê-lo a trabalhar na usina como ele e o pai (que acaba morrendo por consequência das condições insalubres de trabalho). O trabalho é pesado, paga mal e não dá chances de melhorar na carreira, mas é um trabalho “digno”. Rodney recusa, menosprezando, provavelmente sem querer, o irmão.

Rodney participando de uma das várias brigas nas quais se mete.

Rodney participando de uma das várias brigas nas quais se mete.

Se Rodney é o diferente, que não aceita aquilo que lhe é dado, querendo sempre algo melhor, o irmão, Russell, é o que aceita as coisas do jeito que elas são: elas podem não ser muito boas mas se é assim, fazer o quê? Porém, há um terceiro elemento nessa história: Harlan DeGroat (Woody Harrelson), bandidão extremamente perigoso e com tendências psicopatas que “tem problema com todo mundo”. Assim, podemos dividir os habitantes da cidade de North Braddock e, consequentemente, de bairros pobres retratados no cinema, de modo geral, em 3 grupos:

  • aqueles que aceitam as coisas do jeito que elas são. Pode ser ruim, mas o melhor a se fazer é seguir em frente da forma que for possível. Grupo representando por Russell Baze;
  • aqueles que querem sempre o melhor, que se revoltam com a realidade cruel a sua volta e tentam mudá-la ou sair dela. Grupo representado por Rodney Baze;
  • aqueles que aceitam as coisas do jeito que são mas querem o melhor, abusando das pessoas ao redor em seu próprio favor. Grupo representado por Harlan DeGroat.

Eventualmente, esses grupos/personagens entram em conflito acabando com suas próprias vidas. Mas antes de chegar nesse fim, eles passam por vários problemas que anunciam o que está por vir.

A história resumida

Russell e sua namorada, Lena (Zoe Saldana).

Russell e sua namorada, Lena (Zoe Saldana).

Russell Baze levava uma vida pacata com a namorada, Lena (Zoe Saldana), trabalhando na usina, indo visitar o pai doente e cuidando para que o irmão não se metesse em encrenca. Um dia, ele acidentalmente bate o carro em outro, matando uma mulher e seu filho. Vai preso e lá realiza o mesmo trabalho de soldador. Nesse meio tempo, a namorada o abandona, o pai morre e o irmão vai lutar no Iraque (o filme começa em 2008 e termina em 2013). Ele passou a vida inteira tentando fazer tudo certo e para quê? Para nada: foi parar na merda do mesmo jeito.

Rodney Baze queria uma vida diferente mas o quê, exatamente, provavelmente nem ele sabia. Só sabia que não queria continuar naquele lugar e nem trabalhar na usina como o pai e o irmão. Foi lutar no Iraque e voltou ainda mais revoltado. De que adiantou lutar pelo país e ver cenas terríveis de destruição e morte? Nada também.

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Harlan DeGroat (Woody Harrelson) ameaçando John Petty (Willem Dafoe).

Harlan DeGroat já aparece, logo de cara, humilhando e batendo em uma mulher. Quando um homem tenta defendê-la, apanha também. Essa cena inicial já mostra o caráter do personagem, ou seja, é o tipo de pessoa da qual é melhor passar longe. E é bem isso o que a polícia faz: nem ela ousa se meter com Harlan e sua turma.

Wesley (Forest Whitaker) indo dar más notícias a Russell.

Wesley (Forest Whitaker) indo dar más notícias a Russell.

E como se dá o encontro entre os 3? Por meio de Rodney, é claro. Na tentativa de conseguir dinheiro e pagar as suas dívidas, ele se oferece para lutar e perder num projeto de luta de boxe. Seu “agente” é John Petty (Willem Dafoe), um chefe do crime local. Ele arranja a luta com Harlan DeGroat, para quem está devendo dinheiro, numa tentativa de quitar as dívidas. Infelizmente não dá certo e tanto Petty quanto Rodney têm um fim trágico. A cena é intercalada com Russell e seu tio, Gerald (Sam Shepard), caçando veados. Como em A Rainha (The Queen, 2006) e em O Franco-Atirador (The Deer Hunter, 1978), aqui também o personagem resolve não sacrificar o bicho. Mas neste caso, esse ato de bondade não é suficiente para poupar o irmão.

Indo fazer justiça com as próprias mãos.

Indo fazer justiça com as próprias mãos.

Como a polícia, representada por Wesley (Forest Whitaker) não faz, não consegue ou não quer fazer nada, Russell vai sozinho atrás do irmão. Na verdade, não tão sozinho: com a ajuda do tio. Por ser ex-presidiário, ele não pode ser visto carregando armas e nem fora de seu município. Com isso, ele resolve atrair Harlan para North Braddock, onde será mais fácil matá-lo. Claro que todos tentam convencê-lo do contrário mas para quem foi passivo a vida toda e não deu em nada, aliás, só deu em merda, tomar uma atitude, mesmo que radical, não vai alterar muito a sua vida.

Que a justiça seja feita

Se o nome do filme é Tudo por Justiça, então, Russell conseguiu fazer justiça? Depende do que você considera como justiça. Se justiça for vingança, sim. Se justiça for mais que isso, não. De todos os personagens principais, ele é o que não merecia, de jeito nenhum, se dar mal. Ele nunca fez nada de errado e mesmo assim, teve que passar por tantos problemas, problemas envolvendo assassinatos, para piorar. Essa é a pior de todas as injustiças e o que ele pode fazer? Quem ele pode culpar por sua vida ter dado tão errado? Não há o que fazer, não há o que pensar, a não ser continuar do jeito que era antes: aceitando a vida como ela é. O fato dele a aceitar o fez ficar vivo, mas pode se dizer que ele tem uma vida, de fato? Não teria sido melhor se rebelar como o irmão Rodney ou como o bandido Harlan? No fim, todos terminaram mal, então, qual a diferença? Essa é a pergunta que o filme parece fazer e que fica sem resposata.

Vale a pena assistir ao filme?

Até vale, mas não no cinema. Não há nenhuma especificidade técnica que seja realçada pela tela do cinema, portanto, veja na televisão ou na internet. Fora isso, o filme é bonzinho mas não traz nada de novo. É raro mas não é a primeira vez que histórias de trabalhadores da periferia dos EUA é retratada no cinema, e quando isso acontece é quase sempre relacionado à criminalidade. Aliás, como falei no início, não é a especialidade do cinema americano. Nesse caso, se fosse um filme brasileiro teria sido muito melhor. Outro fator: as mulheres são meras coadjuvantes. As cenas de Zoe Saldana, a que aparece mais, não devem dar 15 minutos no total. É um filme muito…masculino, mas não exatamente machista (graças ao personagem de Christian Bale, Russell, o único não-estereotipado), o que diminui o público-alvo. Além disso, a trilha sonora, propositalmente dramática, bem como a fotografia nebulosa, forçam muito o drama do filme. Não precisava disso, ainda mais com atores tão bons.

Curiosidades:

  • Christian Bale gravou Tudo por Justiça antes de Trapaça (American Hustle, 2013), daí ele aparecer magro no filme;
  • Bale aprendeu a mexer numa caldeira e as cenas nas quais ele aparece na usina foram feitas por ele mesmo e não por um dublê;
  • O filme que está passando no drive-in no começo é O Último Trem (The Midnight Meat Trean, 2008).

Trailer legendado (veja aqui).

David Fincher e Christian Bale farão uma biografia de Steve Jobs?

Steve Jobs mal morreu e já fizeram um filme sobre ele: Jobs (2013), estrelado por Ashton Kutcher. Talvez devido à pressa ou devido à escolha do ator (Ashton Kutcher é melhor para fazer comédias), ou devido aos dois fatos, o filme foi um fracasso. Além disso, seguindo com a onda de fazer refilmagens, adaptações, biografias e o diabo-a-quatro (histórias originais estão cada vez mais raras em Hollywood), David Fincher, mais conhecido por ter dirigido Clube da Luta (Fight Club, 1999), foi o escolhido, pela Sony Pictures, para dirigir a cinebiografia do co-fundador da Apple. Porém, ele só vai aceitar o cargo se Christian Bale interpretar Jobs.

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David Fincher

Agora, imaginem só se Bale aceita o papel, a transformação física pela a qual ele terá que passar. De novo. Ele engorda, emagrece, engorda, emagrece. Da última vez, em Trapaça (American Hustle, 2013), ele chegou a ter uma hérnia de disco. Pelo menos, as chances dele ganhar um Oscar pelo papel são bem grandes.

Christian Bale e Steve Jobs

Christian Bale e Steve Jobs

A única coisa certa até o momento é o roteiro de Aaron Sorkin, o mesmo que escreveu A Rede Social (The Social Network, 2009), que dividirá a história de Jobs em 3 momentos: a criação do Mac, da empresa NeXT e do iPod.

Torcemos para que ambos – David Fincher e Christian Bale – aceitem os cargos que lhes foram oferecidos. Sem dúvida será um ótimo filme.

Link para a notícia: http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-105858/

Trailer legendado de “Amante a Domicílio”, com Woody Allen

Woody Allen é um faz-tudo: atua, dirige, roteiriza, produz…Houve uma época em que ele realizava as 4 funções de uma vez em seus filmes, caso de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, 1977), Zelig (1983) e Hannah e Suas Irmãs (Hannah and Her Sisters, 1986), para citar alguns.

No entanto, no final dos anos 1990 e começo dos anos 2000 ele começou a somente roteirizar e dirigir. No máximo, fez algumas participações. Mas agora, eis que ele aparece em um filme no qual ele “só” é ator. Esse filme é Amante a Domicílio (Fading Gigolo, 2013), dirigido por John Turturro.

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Vejam a história: Woody Allen interpreta um gigolô (isso mesmo: gigolô) que convence o amigo John Turturro a entrar para a profissão. Logo eles estão sendo requisitados por clientes do porte de Sharon Stone e Sofia Vergara.

Bom, o filme estreia no Brasil no dia 24 de abril. Confiram o trailer legendado aqui.

Duas adaptações de “Mogli – O Menino Lobo”

O livro de Rudyard Kipling, O Livro da Selva, uma série de contos, já teve VÁRIAS adaptações, mas a mais famosa, sem dúvida, é o desenho animado da Disney: Mogli – O Menino Lobo (The Jungle Book, 1967).

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No momento, mais duas adaptações estão previstas. Isso mesmo: duas. Ambas uma mistura de atores reais com computação gráfica. A primeira será feita pela própria Disney e contará com Jon Fravreau na direção e Idris Elba como a voz do tigre Shere Khan. A segunda será feita pela Warner Bros. e dirigida por Andy Serkis, que interpretou Gollum na série O Senhor dos Aneis.

Andy Serkis estreará na direção com o projeto e substituirá Alejandro González Iñarritú, que desistiu por conflitos na agenda. Uma curiosidade é que a Warner pretende fazer uma versão bem realista, ou seja, os animais não irão falar. Interessante…

Bom, aguardemos para ver como vão ficar as duas versões e se elas estrearão em datas próximas ou não.

Link para a notícia: http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-105869/

Refilmagem de “O Grito”

No começo da década de 2000, Hollywood descobriu que refilmar filmes de sucesso japoneses, principalmente os de terror, seria uma boa forma de ganhar ainda mais dinheiro. Um dos escolhidos para ter uma versão americana foi O Grito (Ju-on, 2002), que  conta a história de um espírito infantil vingativo que persegue todos que entram na casa em que vive.

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A versão americana (The Grudge), estrelada por Sarah Michelle Gellar, estreou dois anos depois e teve duas continuações. O filme fez sucesso mas não foi considerado tão bom quanto o original – é o mal de que sofrem as refilmagens.

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Agora, Sam Raimi, mais conhecido por ter dirigido a trilogia Homem-Aranha, com Tobey Maguire, será o produtor do novo filme O Grito. E, se tudo der certo, com certeza terá infinitas continuações. Bom lembrar que Sam Raimi tem um passado no terror: Uma Noite Alucinante – A Morte do Demônio (The Evil Dead, 1981) foi dirigido por ele, então, podemos aguardar algo BEM assustador.

Link para a notícia: http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-105865/

Indicados ao MTV Movie Awards

A lista de indicados ao MTV Movie Awards de 2014 surpreendeu: boa parte dos filmes indicados são os mesmos do Oscar e da temporada de premiações, fato raro. A premiação da MTV costuma indicar filmes que foram sucesso de público e não aqueles que os críticos dizem que é bom (porque, sim, ainda há essa distinção, embora isso esteja começando a mudar).

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O MTV Movie Awards irá ao ar no dia 13 de abril e será apresentado por Conan O’Brien, além de outros apresentadores como: Adrian Grenier, Cameron Diaz, Jerry Ferrara, Kate Upton, Kevin Connolly, Kevin Dillon e Leslie Mann. Também haverá uma homenagem a Mark Wahlberg.

A votação está aberta. Quem quiser votar, clique em um dos dois links abaixo:

http://www.mtv.com/ontv/movieawards/2014/movie-of-the-year/

http://www.adorocinema.com/materias-especiais/filmes/arquivo-100430/

FILME DO ANO

12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave, 2013)
Trapaça (American Hustle, 2013)
O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug, 2013)
Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, 2013)
O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)

MELHOR ATRIZ

Amy Adams por Trapaça (American Hustle, 2013)
Jennifer Aniston por Família do Bagulho (We’re the Millers, 2013)
Sandra Bullock por Gravidade (Gravity, 2013)
Jennifer Lawrence por Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, 2013)
Lupita Nyong’o por 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave, 2013)

MELHOR ATOR

Bradley Cooper por Trapaça (American Hustle, 2013)
Leonardo DiCaprio por O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)
Chiwetel Ejiofor por 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave, 2013)
Josh Hutcherson por Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, 2013)
Matthew McConaughey por Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club, 2013)

REVELAÇÃO

Liam James por O Verão da Minha Vida (The Way, Way Back, 2013)
Michael B. Jordan por Fruitvale Station: A Última Parada (Fruitvale Station, 2013)
Will Poulter por Família do Bagulho (We’re the Millers, 2013)
Margot Robbie por O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)
Miles Teller por The Spectacular Now (2013)

MELHOR BEIJO

Jennifer Lawrence e Amy Adams por Trapaça (American Hustle, 2013)
Joseph Gordon-Levitt e Scarlett Johansson por Como Não Perder Essa Mulher (Don Jon, 2013)
James Franco, Ashley Benson e Vanessa Hudgens por Spring Breakers: Garotas Perigosas (Spring Breakers, 2012)
Shailene Woodley e Miles Teller por The Spectacular Now (2013)
Emma Roberts, Jennifer Aniston e Will Poulter por Família do Bagulho (We’re the Millers, 2013)

MELHOR LUTA

Will Ferrell, Paul Rudd, David Koechner e Steve Carell vs. James Marsden vs. Sacha Baron Cohen vs. Kanye West vs. Tina Fey e Amy Poehler vs. Jim Carrey e Marion Cotillard vs. Will Smith vs. Liam Neeson e John C. Reilly vs. Greg Kinnear por Tudo por um Furo (Anchorman 2: The Legend Continues, 2013)
Jason Bateman vs. Melissa McCarthy por Uma Ladra Sem Limites (Identity Thief, 2013)
Orlando Bloom e Evangeline Lilly vs. Orcs por O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug, 2013)
Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e Sam Claflin vs. Mutant Monkeys por Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, 2013)
Jonah Hill vs. James Franco e Seth Rogen por É o Fim (This is the End, 2013)

MELHOR PERFORMANCE EM COMÉDIA

Kevin Hart por Ride Along (2014)
Jonah Hill por O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)
Johnny Knoxville por Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha (Jackass Presents: Bad Grandpa, 2013)
Melissa McCarthy por As Bem-Armadas (The Heat, 2013)
Jason Sudeikis por Família do Bagulho (We’re the Millers, 2013)

MELHOR ATUAÇÃO EM TERROR

Rose Byrne por Sobrenatural: Capítulo 2 (Insidious: Chapter 2, 2013)
Jessica Chastain por Mama (2013)
Vera Farmiga por Invocação do Mal (The Conjuring, 2013)
Ethan Hawke por Uma Noite de Crime (The Purge, 2013)
Brad Pitt por Guerra Mundial Z (World War Z, 2013)

MELHOR DUPLA

Amy Adams e Christian Bale por Trapaça (American Hustle, 2013)
Matthew McConaughey e Jared Leto por Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club, 2013)
Vin Diesel e Paul Walker por Velozes & Furiosos 6 (Furious 6, 2013)
Ice Cube e Kevin Hart por Ride Along (2014)
Jonah Hill e Leonardo DiCaprio por O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)

MELHOR PERFORMANCE SEM CAMISA

Jennifer Aniston por Família do Bagulho (We’re the Millers, 2013)
Sam Claflin por Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, 2013)
Leonardo DiCaprio por O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)
Zac Efron por Namoro ou Liberdade (That Awkward Moment, 2013)
Chris Hemsworth por Thor: O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World, 2013)

MOMENTO #WTF

A batida do trailer em Tudo por um Furo (Anchorman 2: The Legend Continues, 2013)
O concurso de beleza em Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha (Jackass Presents: Bad Grandpa, 2013)
Sexo com o carro em O Conselheiro do Crime (The Counselor, 2013)
A cena do Lude em O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)
O novo animal de estimação de Danny McBride em É o Fim (This is the End, 2013)

MELHOR VILÃO

Barkhad Abdi por Capitão Phillips (Captain Phillips, 2013)
Benedict Cumberbatch por Além da Escuridão: Star Trek (Star Trek Into Darkness, 2013)
Michael Fassbender por 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave, 2013)
Mila Kunis por Oz: Mágico e Poderoso (Oz the Great and Powerful, 2013)
Donald Sutherland por Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, 2013)

MELHOR TRANSFORMAÇÃO

Christian Bale por Trapaça (American Hustle, 2013)
Elizabeth Banks por Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, 2013)
Orlando Bloom por O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Samug, 2013)
Jared Leto por Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club, 2013)
Matthew McConaughey por Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club, 2013)

MELHOR MOMENTO MUSICAL

Backstreet Boys, Jay Baruchel, Seth Rogen e Craig Robinson em É o Fim (This is the End, 2013)
Jennifer Lawrence cantando ‘Live & Let Die’ em Trapaça (American Hustle, 2013)
Leonardo DiCaprio dançando em O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)
Melissa McCarthy cantando ‘Barracuda’ em Uma Ladra Sem Limites (Identity Thief, 2013)
Will Poulter cantando ‘Waterfalls’ em Família do Bagulho (We’re the Millers, 2013)

MELHOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

Robert De Niro em Trapaça (American Hustle, 2013)
Amy Poehler e Tina Fey em Tudo por um Furo (Anchorman 2: The Legend Continues, 2013)
Kanye West em Tudo por um Furo (Anchorman 2: The Legend Continues, 2013)
Joan Rivers em Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, 2013)
Rihanna em É o Fim (This is the End, 2013)

MELHOR HERÓI

Henry Cavill como Clark Kent por O Homem de Aço (Man of Steel, 2013)
Robert Downey Jr. como Homem de Ferro por Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, 2013)
Martin Freeman como Bilbo Baggins por O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug, 2013)
Chris Hemsworth como Thor por Thor: O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World, 2013)
Channing Tatum como John Cale por O Ataque (White House Down, 2013)